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Música eletrônica

Keep Art Human, A tecnologia pode ampliar a criação, mas não substituir quem cria

Em meio a drones, coreografias e tecnologia de ponta, Alok leva ao Palco Mundo do Rock in Rio 2026 o espetáculo “Keep Art Human”, A […]

14.09.2026

Em meio a drones, coreografias e tecnologia de ponta, Alok leva ao Palco Mundo do Rock in Rio 2026 o espetáculo “Keep Art Human”,

Reprodução / Globoplay no X


A proposta é provocar uma reflexão sobre os limites da inteligência artificial na produção artística e sobre o espaço que a criatividade humana deve ocupar em um cenário cada vez mais dominado por algoritmos




Um dos destaques da apresentação é a participação dos bailarinos do grupo Urban Theory, que criam formas e imagens com movimentos de alta precisão. A performance reforça a ideia de que resultados que parecem digitais também podem nascer de treinamento, disciplina e criatividade humana. Ao mesmo tempo, drones, softwares, computadores e sistemas de iluminação mostram que o espetáculo não é contra a tecnologia, mas questiona a forma como ela é utilizada.
O debate central está na diferença entre usar a tecnologia como ferramenta e permitir que ela substitua completamente o processo criativo. A inteligência artificial já levanta discussões sobre autoria, direitos autorais, uso de obras no treinamento de sistemas, remuneração de artistas e substituição de profissionais. Por isso, a pergunta deixa de ser apenas o que a tecnologia consegue criar e passa a ser quem decide, quem assina e quem deve ser reconhecido por uma obra.

Em um futuro no qual máquinas serão capazes de produzir cada vez mais conteúdo, qual será o valor de continuar criando como ser humano?